Amortização
Pagando e diminuindo o que deve
Amortização é o pedaço da parcela que efetivamente reduz sua dívida. Parece óbvio, mas em qualquer operação financeira a parcela se divide em pelo menos duas partes: uma que amortiza (abate o saldo devedor) e outra que remunera quem financiou (juros no financiamento, taxa de administração no consórcio). Quanto mais rápido você amortiza, menos paga no total.
Amortização no consórcio
No consórcio, a lógica é mais simples que no financiamento. Cada parcela embute um pedaço do crédito dividido pelo prazo, mais a taxa de administração e o fundo de reserva. Como não há juros compostos, a amortização é linear: um consórcio de R$ 300.000 em 200 meses amortiza R$ 1.500 por mês (300.000 / 200). A correção monetária recalcula a base, mas o mecanismo continua o mesmo.
Quem já foi contemplado pode antecipar parcelas pra reduzir o prazo. Pagou 50 das 200 parcelas e quer quitar mais 30 de uma vez? A administradora aceita — e as parcelas antecipadas são amortização pura, sem taxa de administração adicional sobre elas. Em consórcio de imóvel, dá pra usar o FGTS nessa antecipação.
Amortização no financiamento: Price vs SAC
Aqui o bicho pega. No financiamento, o sistema de amortização muda completamente o custo final. Na tabela Price, as parcelas são iguais do começo ao fim, mas no início quase tudo é juro e quase nada amortiza. Na tabela SAC, a amortização é constante e as parcelas caem todo mês.
Resultado prático: um financiamento de R$ 400.000 a 10% ao ano em 360 meses custa R$ 1,26 milhão na Price e R$ 1,00 milhão na SAC. São R$ 260.000 de diferença — porque na Price o saldo devedor demora mais pra cair, e os juros compostos corroem cada mês que o saldo fica alto.
Por que isso importa no consórcio vs financiamento
A principal vantagem financeira do consórcio é exatamente essa: não ter juros compostos sobre o saldo. A amortização é linear desde a primeira parcela. Compare cenários reais no comparador consórcio vs financiamento.