Pular para o conteúdo
Consórcio Explicado
Simular agora

CDI

A régua da renda fixa

CDI é o Certificado de Depósito Interbancário — o empréstimo de curtíssimo prazo que os bancos fazem entre si todo dia pra fechar o caixa. Todo final de dia, a B3 calcula a média dessas operações e publica como “taxa DI”. E esse número anda tão grudado na Selic que às vezes parece redundante. Agora mesmo, com Selic em 14,75% ao ano, o CDI marca 14,65% (B3, mar/2026). Dez centésimos de diferença.

Quando você vê um CDB pagando “110% do CDI” ou um fundo que rende “98% do CDI”, é isso: uma fração dessa taxa interbancária aplicada ao seu dinheiro.

Por que o CDI aparece em todo investimento

Qualquer aplicação de renda fixa no Brasil é comparada ao CDI. CDBs, LCIs, LCAs, fundos DI, Tesouro Selic — todos usam o CDI como referência. Se um investimento rende menos que 100% do CDI líquido de IR, geralmente não compensa: a caderneta de poupança paga 6,17% + TR quando a Selic passa de 8,5%, e o CDI paga 14,65%. Nem precisa de calculadora pra ver quem ganha.

CDI no contexto do consórcio

O CDI entra em duas situações pra quem pensa em consórcio.

A primeira é na comparação com investimento. Se você tem R$ 80.000 e está em dúvida entre comprar um consórcio de carro ou aplicar e comprar à vista depois, precisa saber quanto o CDI rende no período. A 14,65% ao ano, R$ 80.000 viram R$ 91.720 em doze meses (bruto). Descontando IR de 17,5% sobre o rendimento, sobram R$ 89.988. Se o carro custa R$ 95.000 e você consegue esperar 18 meses, o investimento compete com o consórcio. Simule no comparador investimento vs consórcio.

A segunda é no fundo comum. O dinheiro que os consorciados pagam todo mês fica aplicado até a contemplação. As administradoras investem esse fundo em renda fixa atrelada ao CDI. O rendimento pertence ao grupo, não à administradora, e ajuda a manter o poder de compra da carta de crédito.

Saiba mais