Taxa Efetiva
O custo real, não o anunciado
Taxa efetiva é a taxa de juros que reflete o custo verdadeiro de uma operação financeira, considerando como os juros são capitalizados (compostos) ao longo do tempo. Quando um banco anuncia financiamento a “1,5% ao mês”, a taxa efetiva anual não é 18% (1,5 x 12). É 19,56% — porque os juros compostos fazem o custo real ser maior que a simples multiplicação.
A fórmula: taxa efetiva anual = (1 + taxa mensal)^12 - 1. Com 1,5% ao mês: (1,015)^12 - 1 = 0,1956 = 19,56%.
Taxa nominal vs taxa efetiva
A taxa nominal é a que aparece no contrato e nos anúncios. A efetiva é o que você paga de verdade. Quanto mais frequente a capitalização (mensal é mais frequente que semestral), maior a diferença entre as duas.
Exemplo concreto: financiamento de veículo anunciado a “18% ao ano” com capitalização mensal. A taxa nominal é 18%. A taxa mensal proporcional é 1,5% (18/12). Mas a taxa efetiva anual é 19,56%. Num financiamento de R$ 80.000 em 60 meses, essa diferença de 1,56 ponto percentual custa R$ 3.200 a mais no total.
No financiamento imobiliário, os bancos são obrigados a informar a taxa efetiva no CET (Custo Efetivo Total). A Caixa anuncia 10,49% ao ano (taxa nominal) mas o CET fica em 12,8% com seguros e tarifas. Sempre compare pelo CET, nunca pela taxa nominal.
E no consórcio?
O consórcio não tem taxa de juros — nem nominal, nem efetiva. O custo é composto por taxa de administração (percentual fixo sobre o crédito), fundo de reserva e correção monetária. Como não há capitalização composta, não existe a distinção nominal/efetiva.
Pra comparar consórcio com financiamento, o caminho é calcular o custo total de cada um e dividir pelo prazo. O comparador consórcio vs financiamento faz essa conta automaticamente, mostrando quanto cada opção custa de verdade.